O projeto “Mulheres continentais” nasce do
desejo de mapear corpos que transitam por lugares alheios à sua história de vida. O projeto de uma video instalação já conta com 13 videoperformances realizadas com 4 personagens, artistas brasileiras de origens distintas:
indígena (Luana Jimenez), africana (Joyce Prado), latina (Simone Pazzini) e oriental (Erika Kobayashi). Identidade, lugar, memória e
pertencimento são noções que na contemporaneidade demandam entrar no terreno fértil da mestiçagem, do contágio, impossível
de ser categorizado ou compreendido com nomenclaturas prévias ou pensamentos
dualistas. Este lugar pantanoso é necessariamente o da reinvenção de si e as
vivências dizem respeito à criação de modos de pensar e dar forma para
conteúdos pessoais na constante situação de sentir-se estrangeira e da necessidade de atualizar-se a cada contexto no tempo e espaço. A cada novo
lugar um novo corpo: uma nova realidade se impõe e demanda um novo entendimento do próprio corpo. Esta obra em andamento manipula e recria conteúdos pessoais,
mais afetivos que históricos, mais imaginados que familiarizados. Performar nossas próprias memórias é dar sentido a um sentimento contemporâneo
que exclui narrativas simples para mapear vivências e sentimentos em trânsito, em lugares que são também subjetivados por nós com imagens sempre atualizadas.
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